A decisão judicial foi anunciada na semana passada. A juíza Tipples afirmou que Jia planejou o assassinato após dar à luz em segredo e decidiu que ninguém saberia sobre a gravidez.
“Ao selar aquele saco plástico, você sabia que seu bebê morreria“, declarou a juíza, apontando que a jovem ocultou a gravidez intencionalmente desde que chegou ao Reino Unido para estudar na Universidade de Coventry.
Jia Xin Teo escondeu a gravidez de amigos e familiares, incluindo o pai da criança. Em sua defesa, a ré negou o assassinato, mas afirmou ouvir vozes que a incentivavam a matar ou machucar a bebê.
Segundo o promotor David Mason, a bebê estava viva quando foi deixada na caixa. “De acordo com o relato que ela deu à polícia, o bebê sobreviveu por pelo menos alguns minutos e ainda estava se mexendo quando ela colocou na caixa e depois na mala“, disse.
David Mason também disse que quando os amigos da estudante entraram no quarto cheio de manchas de sangue, Jia se trancou no banheiro, mas acabou sendo convencida a sair. Os paramédicos, então, foram chamados, mas ela se recusou a ir ao hospital.
Um dos amigos pegou os pertences da mulher, que, “sem ela saber”, incluíam a mala vermelha contendo a recém-nascida.
Após ser convencida a ir ao hospital, a estudante negou aos médicos que havia dado à luz, mas foi confrontada pela polícia. A localização do corpo da bebê só foi revelada pela mulher dois dias depois.
Por Fabricio Moretti
Fonte: maisgoias.com.br