O vídeo foi "brevemente" exibido nas telas do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) dos EUA na segunda-feira, informou o jornal "The New York Times". Gravações do episódio apareceram em redes sociais na segunda-feira (24).
A peça é uma crítica à relação próxima entre Trump e Musk, a pessoa mais rica do mundo, que comanda informalmente o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e está encarregado de cortar pessoal e gastos federais.
No vídeo, uma legenda com a frase "Long Live the Real King" (Viva o Verdadeiro Rei, em tradução livre) foi sobreposta às imagens, fazendo referência a uma mensagem que Trump publicou em sua plataforma "Truth Social", na qual ele representava a si mesmo com uma coroa na cabeça.
O vídeo, reproduzido em looping, foi produzido com inteligência artificial. Nele, Musk aparece com dois pés esquerdos.
Apesar de estar no controle informal do DOGE, Elon Musk tem um cargo equivalente ao de assessor presidencial, segundo a Casa Branca. O órgão não é uma secretaria de governo, mas, mesmo assim, Musk ganhou assento na primeira reunião de gabinete da gestão Trump, que deve ocorrer na quarta (26).
Trump deu a Musk o poder de ordenar cortes em órgãos do governo e acesso a dados confidenciais dos americanos.
O DOGE foi criado após Trump renomear o Serviço Digital dos EUA (USDS), tranformando-o numa organização temporária com contrato previsto para terminar em 4 de julho de 2026.
Apesar de dizer, a princípio, que não apoiaria formalmente nenhuma candidatura, Musk se aliou a Trump durante a corrida eleitoral e injetou mais de US$ 250 milhões (o equivalente a R$ 1,44 bi) na campanha do Republicano.
Um porta-voz do HUD disse nas redes sociais que o vídeo "abusa dos recursos do contribuinte" e que o departamento planeja investigar e demitir os responsáveis.
E-mail a funcionários públicos
A peça foi exibida no mesmo dia do prazo estipulado por Musk para que os funcionários federais explicassem suas realizações profissionais em um e-mail.
O comunicado gerou muita confusão entre os funcionários públicos federais. Várias agências federais americanas — incluindo algumas lideradas por figuras proeminentes e leais a Trump — disseram aos funcionários para ignorar o e-mail, pelo menos temporariamente.
Na segunda-feira (24), em uma publicação em sua plataforma X, Musk disse aos trabalhadores federais dos EUA que eles tinham "outra chance" de justificar seu trabalho ou perder seus empregos.
Em resposta ao vídeo, o Comitê Democrata de Serviços Financeiros da Câmara disse em uma publicação no X: "Nem todos os heróis usam capa".
Por France Presse
Fonte: g1